Existem duas razões a que me proponho prontamente perante a guerra. A primeira: o indubitável crescimento proveniente da dor. A dor do entendimento profundo do espírito humano. Contemplar a guerra é contemplar o que existe no âmago de cada um de nós, humanos. A guerra não reflecte mais do que as nossas guerras interiores. Não passa de um reflexo nosso, um reflexo enorme e grotesco, e é tão natural por isso. Assim como o sangue derramado é vermelho, a guerra é natural. Antes de jornalista quero entregar-me ao crescimento pessoal, e se o recebo pela dor de observar a guerra, assim me dou.
A segunda: Já como jornalista, despertar o entendimento consciencializador de que a guerra é tão real quanto o somos nós. Abordo agora a guerra internacional, entre países, e que envolve ideais e armas de destruição maciça que comprometem até o habitante mais remoto do mundo. O documentar da informação, oferecida pela vivência do conflito, é a ferramenta que consciencializa até o animal. A informação jornalística pretende esclarecer a guerra como uma realidade que afecta, quer a vejamos quer não, a vida do homem mais pacífico. O conflito está presente no nosso acordar, levantar, nas nossas refeições em família. Elucidemos os cidadãos! Não nos cabe pedir doações , apenas contar a história. O cidadão entendido e consciencializado anula todas as falhas conflituosas.
sábado, 22 de outubro de 2011
Sobre a Guerra
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